POR FAVOR, PAREM DE ADJETIVAR NOSSAS REFERÊNCIAS, CULTURA E NOSSA ANCESTRALIDADE A PARTIR DE TEORIAS BRANCAS

Anin Urasse

Há um tempo, no intuito de contribuir com a disseminação de textos de autores/as pretos/as pouco lidos/as no Brasil, comecei a fazer traduções da Assata Shakur (vai rolar a biografia dela mais pra frente!). Traduzi 6 cartas suas, uma delas denominada “para as minhas irmãs”, e saí distribuindo em todos os grupos de facebook que eu pude. Pois bem.

assataDe alguma forma a estratégia deu certo, e tenho ouvido mais referências a Assata por aí. Acontece que, recentemente, uma página de feministas brancas compartilhou sua foto associando-a ao feminismo.

A branquitude tem a mania de pegar as referências pretas e ler a partir de sua própria historicidade. Assim, Zumbi virou marxista (quase 300 anos antes do marxismo nascer!) e Luisa Mahin virou feminista, por exemplo. Isso é branqueamento. ISSO É RACISMO. Mas isso não é nenhuma novidade (uma vez racista, sempre racista) e eu não estaria aqui escrevendo se eu não tivesse vendo que tem irmãos pretos e pretas reproduzindo isso.

Para além de qualquer disputa teórica envolvida (eu sou mulherista afrikana declarada e todo mundo sabe), nós temos a OBRIGAÇÃO de cuidar do nosso legado preto. Por mais que tentem enegrecer o feminismo, é INDISCUTÍVEL que o feminismo é uma teoria branca nascida quando ainda levávamos chibatada no tronco. PONTO. Enquanto estávamos sendo fodidos/as – de uma forma que eu nem sei se teremos condições de nos recuperar -, as mulheres brancas estavam arquitetando um movimento de emancipação PRA ELAS e a gente só podia contar com nossos orixás, vuduns e niquices. E agora querem dizer que Yansã é feminista? Velho, ISSO É MUITO GRAVE!

Oya2

Nós éramos comedores/as de restos! Durante anos nós comemos os restos de comida das mulheres brancas  e seus maridos, e de restos de porco e de boi fizemos a feijoada, pra hoje ter gente falando em “feijoada feminista”? “Grafite feminista”? “Rap feminista”? Vocês querem entregar o legado preto todo pra brancura?

Existe um feminismo feito por mulheres pretas? Sim, existe. Mas não é disso que eu estou falando. Cada um que siga a linha teórica que lhe apetece, mas precisamos ser HISTORICAMENTE HONESTAS. O feminismo negro tem 30 anos. Nzinga, Dandara, Luisa Mahin, Zeferina, Yaa, Nanny não eram feministas. O feminismo (branco, negro, chicano, islâmico, liberal, marxista, ou qualquer vertente aí) nem sonhava em nascer quando essas mulheres pretas estavam desafiando homens e mulheres brancos na luta pelo nosso povo.

A luta e a história de mulheres pretas são muito maiores que o feminismo! Não é justo, caramba! A Irmandade Nossa Senhora da Boa Morte está aí pra nos ensinar que mulheres pretas se associavam para se cuidarem e cuidarem do seu povo muito antes do feminismo nascer. Isso tem sido muito utilizado por mulheres pretas para se reivindicarem “feministas originais”, “verdadeiras feministas”, mas por que diabos a gente tem que disputar essa porra desse rótulo europeu? Luisa Mahin não era feminista, ela era mulher preta! Minha mãe, com toda sua força e sabedoria, que venceu a miséria, a doença e o analfabetismo NÃO É FEMINISTA! Ela é uma mulher preta forte da porra! Maior do que qualquer teórica feminista que a europa possa produzir!

Assata Shakur não é feminista, é uma mulher preta que fazia parte de uma organização armada nos EUA, o Exército de Libertação Negra (por sinal, alguém saberia me apresentar alguma feminista branca que tenha feito uma luta armada real como Assata Shakur fez? Enquanto faço essa pergunta penso na Valerie Solanas e penso como o feminismo branco é PATÉTICO).

Olhar para uma Orixá e dizer que ela é feminista, também é “apropriação cultural”, viu? É branqueamento! O feminismo jamais chegará aos pés das mulheres pretas que compõem o Panteão Afrikano! REFLITAM!

Finalizo dizendo que a história de mulheres pretas é muito maior, mais bonita, anterior e real que o feminismo (e isso precisa ser reconhecido por todas nós). Individualmente, cada mulher preta pode ser o que quiser. Mas por favor, sejamos historicamente coerentes. Não titulemos Yansã como feminista. Há quem queira enegrecer uma teoria européia, e isso é escolha. Mas por favor não tragam a europa pro Asé. Nossa história é muito maior do que qualquer teoria que a europa possa ter produzido (e que a gente queria enegrecer). Nossas ancestrais não merecem isso.

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17 comentários sobre “POR FAVOR, PAREM DE ADJETIVAR NOSSAS REFERÊNCIAS, CULTURA E NOSSA ANCESTRALIDADE A PARTIR DE TEORIAS BRANCAS

  1. Sra. Gilza Marques.
    Por favor desearia saber en que fecha será editado la version en portugues y la presentacion al publico la Biografia de Assata SHAKUR, a la cual usted hace alusion en este articulo como traductora.
    Atentamente,
    Francisco Rivero.

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  2. Olá. Estou organizando um blogue com traduções de materiais relaiconados à Assata pro protugês, já que não existe muita coisa. Aos poucos to traduzindo alguns textos, poesias e matérias. Vi que você tradiziu algumas das cartas dela. Eu posso incluir suas traduções no blogue, incluindo fonte, citação e tudo mais?

    Parabéns pelo trabalho.

    Abraços,

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    1. Olá! Eu vi seu blog e a página no face! Muito fera a iniciativa. Montamos um grupo de tradutores negros mas bate um banzo na galera e o povo esqueceu das traduções. Rsrsrrs…Pode divulgar, sim, sem problema nenhum!

      Um irmão e eu estamos montando um livro com traduções dela e alguns textos inéditos traduzidos eu não posso divulgar porque não fui eu que fiz. Mas você tem interesse em compor? Eu te mando uma lista do que eu tenho e a gente pode complementar. Isso evita retrabalho e a gente consegue colocar na rua mais rápido.
      Você tem interesse em compor?
      Abraços e aguardo seu retorno!

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  3. Pode crê, acrescentando o bolin de jesus as comidas de santo tombados pelos constantes golpes pentecostais e do turismos; se não tiver alguém com o ato louco de nos contar a história quem fará. são os eufemismos constantes de supostamente dizer e tirar da história as palavras dos seus verdadeiros donos/a, é racismo na escola que agora chamam bullying, se não

    ficar atento/a passa em branco mesmo.

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  4. Olá, o texto aborda assuntos bastante questionadores, reveladores, interessantes para mim que sou 99,99% leigo no assunto…discorde ou não, há pontos que vão direto na ferida…mas uma coisa me deixou intrigado, quando vc fala de Luísa Mahin, que a luta dela como mulher negra é antes do feminismo branco e entre parênteses você coloca o islã, mas ela não era muçulmana ou seus antepassados? pelo menos os mais recentes?
    como vc enxerga o islã nessa luta…nos EUA é bastante forte o islã e o movimento negro…qual sua posição ou opinião sobre a religião? não falo da NOI somente, falo da religião em si.
    e sobre os países africanos como Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egito…da africa do Norte, creio que eles sejam mais próximos do oriente médio…não sou bom em geografia e não tão bom em história, me formei em escola pública, curso técnico de adm, e não tinha um monte de matérias, como as citadas e física, química, biologia…o que na época era legal, pois era um saco essas matérias que citei por último, mas geografia e história fazem uma falta…tento me atualizar…mas queria saber sua opinião sobre o islã, africa do norte…percebo que dos faraós até os egipicios atuais há uma diference enorme, pelo que me parece…vc acha que o islã quando “chegou” na África foi “destruindo” as religiões ancestrais em alguma parte?
    como vc enxerga o islã, tanto no seu nascimento, quanto na atualidade (EUA principalmente), na luta do povo negro?

    Desculpe a intromissão, mas fiquei curioso, pois na Bahia, 95% dos muçulmanos, muçulmanas, que conheci são negros e muitos oriundos da África (Nigéria, Niger, são alguns dos países que conheço), e aqui em Salvador já fui em alguns seminários muçulmanos sobre a revolta dos malês, geralmente no mês em que a revolta aconteceu, pois minha irmã foi muçulmana e percebo que para eles, elas, negros baianos e africanos, a religião deles é bastante importante na luta.

    E não sei quais termos pré-conceituosos usei aqui, mas como disse, sou leigo no assunto em que você domina, mas gostaria de entender melhor essa questão…se é que ficou entendível as minhas perguntas.

    Se você já escreveu sobre isso, passa o link aqui, dei uma olhada, mas não achei.

    Abraços, concordantes & discordantes.

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    1. Irmão, adorei o “abraços concordantes e discordantes”! Rsrsrrss…

      Preto, o islã não é africano. Ele nasce no Oriente Médio e chega à África a partir das jihads nos anos 600. Eu respeito imensamente as pessoas pretas e sua fé, reconheço a importância do islã no movimento negro (desde os malês até a Malcolm X), mas ele não nasceu na África.

      Uma coisa, porém é importante comentar: a base das religiões monoteístas é kemética. Assim, valores como “comunidade”, “respeito aos mais velhos”, etc… contidos nessas religiões são, sem dúvida, africanos.

      O Asante, no livro fundacional da afrocentricidade, comenta que o islã não pode ser africano, que não é possível uma religião africana não estar baseada numa língua africana (árabe), e que um dos sinais que mostra a sua distorção com os valores africanos é a subordinação feminina. Lutou-se muito pela não entrada do islã na África, mas ele invadiu. Assim como o cristianismo.

      Espero ter respondido, de coração! E não se acanhe. Todos nós temos uma formação deficiente quando o assunto somos nós mesmos. Cheiro!

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      1. Querida Gilza, permita-me chamar-te assim, eu sei que o Islã não é africano, mas a Luísa Mahin segundo pocurei, nasceu no início do século 19 então ela e sua família provavelmente era muçulmana, por isso citei essa dúvida.

        Eu nesse debate sobre a revolta dos malês, conversei na volta com alguns muçulmanos, ou foi lá na hora, sobre que sou a favor do estado laico, pois tenho maior medo quando algumas religiões são donas do poder estatal (e elas não são?). Meu “medo” com essas religiões, é que elas são de conversão, o outro Deus/Deusa, que não for da religião deles, é o demônio, acho que no caso do islã o nome é shiatan, algo do tipo…digo aqui que respeito o islã, luto contra a islãmofobia, admiro certas coisas, mas tenho críticas, minha irmã falava que o machismo não estava no alcorão, não pelo menos esse que conhecemos, mas não estudei o suficiente para falar, e sinceramente, nã0 tenho interesse…o que falo de “destruir” ao chegar na África, é que creio que não aceitariam cultos para ouras divindades que não Alá. Não posso afirmar isso…por isso perguntei a você sobre como foi essa invasão (acho que o termo pode ser sim utilizado nesse caso) na África e consequentemente a tentativa de “aniquilar” outras religiões, cultos…curiosamente, séculos depois o islã vai fortalecer nos EUA a luta dos negros, muito mais que o cristianismo (sei que não todos os cristãos de lá pensam dessa maneira, não podemos esquecer o Luther King Jr, pelo menos pelo pouco que conheço dele tb), que foi permissivo nesse país com o racismo, pela sua grande maioria…aliás, o Islã foi a única das religiões do patriarca deles, Abraão, que não embranqueceu, foi a única que ficou ligada ao oriente médio e a África, o judaísmo e o cristianismo ficou mais europeu, pensei nisso agora, dá pra se pensar sobre,

        Tenho um pé atrás com o NOI, mas conheço pouco, mas é por conta do carinha lá que era o líder deles e pelo que fez com Malcom X, no que já li e vi falar, mas mesmo assim deve ter sua importância, nem que seja pra depois os negros dos EUA partirem para outra corrente do Islã por lá.

        Abraços discordantes & concordantes, porque cheguei aqui de paraquedas no seu blog, uma amiga me passou, li uns textos e de primeira senti um choque, discordei, fui dormir seis da manhã lendo alguns textos e refletindo, no começo discordei de muita coisa, depois fui entendo seu ponto de vista e mesmo que discorde, eu entendo. outros eu concordei…ou pelo menos pensei “é, ela tem sua razão de criticar”.

        Mandei um abraço, pois cheguei no seu espaço, simpatizei com algumas coisas que vc disse, e tinha que falar com maneira educada, num “espaço de fala” que “não é meu”…embora eu creio que somente com o diálogo podemos enxergar o ponto de vista d@ outr@…e mesmo que eu não concorde, tento entender o que vc fala, comenta…e não é em vão vc pensar do jeito que tu pensa…

        Aqui em Salvador, onde nasci e moro na cidade-baixa, entendo que sou “politicamente branco”, pela cor de minha pele…embora o pai de minha mãe ser negro e a mãe dela ser “índia” (que teve sua avó, bisa ou tataravó roubada a cavalo de sua tribo, não importa quem foi, não lembro, mas foi)…curioso é que eu e minha irmã só fomos perceber que nosso avó era negro, depois do tempo…pois sacumé nossa herança racista…se vc tem uma pele mais “clarinha”, vc é branco…do pai do meu pai e da mãe dele não tenho nenhuma referência ancestral, antepassada…meu avô morreu quando meu pai era adolescente e minha vó morreu quando eu tinha dez anos, mas lembro de um irmão dela ser como dizem aqui “cabo verde” (desculpe se o termo é racista, mas é o único que conheço para descrever nesse momento)…esse desconhecimento, “perdição” de minha ancestralidade, confusão, sempre me perseguiu, me deixou confuso, perdido, “niilista” em relação a vida…sou um cara desacreditado e desapegado em várias coisas…gostaria muito de saber sobre…admiro quem tem sua ancestralidade, suas “origens” conhecidas…e olha que tou aqui te falando de avós, sei pouco sobre eles…às vezes até um certo tabu falar sobre… e muito desconhecimento sobre tb, das origens deles,,,

        Não quero roubar o seu espaço, já roubei o seu tempo, nem me desculpar, ou qualquer coisa do tipo…posso parecer cheio de dedos…afinal, piso num lugar que não conheço, não gosto de afirmar sobre uma coisa que desconheço…quis me apresentar um pouco aqui pra vc…afinal vc me chamou aqui de “irmão”, e por alguns comentários que já vi vc responder aqui, poucas vezes vc chamou alguém assim…e poucas vezes respondeu outr@s…então retribuí a gentileza…de me “apresentar” um pouco pra vc…falando de algo que me “persegue” e angustia…a ancestralidade…

        Não sou perfeito e nem quero ser, por isso os abraços concordantes e discordantes…afinal, precisamos um pouco mais de paz (de guerra tb), mas há muito ódio nesse mundo…e não quero me sentir culpado, o cristianismo já fez isso comigo, afinal, cresci numa sociedade assim, numa escola assim…aí de tanta culpa vou acabar não aguentando…abraços por quanto não concordar com vc, ter afetividade pra entender, e espero o mesmo de vc…mas se não houver, paciência…não somos perfeit@s…e não somos tod@s iguais…e vc tem os seus pensamentos e motivos para serem divergentes…vou continuar dando um saque aqui nos textos, embora possa discordar de umas coisas…e tomar uns tapas na cara e uns socos no estômago de vez em quando…mas é bom entender o que @ outr@ tem a dizer né?
        Assim nos faz entender melhor o que @ outr@ pensa,,,pra nos analisarmos e enxergar o que fazemos com o mundo e q o mundo faz com a gente…e paciência se não nos aceitarem…ou sem paciência…kd um/uma tem sua vida pra cuidar tb.

        Abraços, dessa vez afetuosos…de alguém que pode ser diferente de vc, discordar de vc, concordar de vc…mas que gosta de ouvir uma opinião divergente (ou não) da nossa e fazer-nos enxergar o que está obscuro (esse termo foi colocado aqui como uma “provocação”) em nossas mentes.

        Putz…escrevi um livro…mas li que vc gosta mesmo de ler e escrever, que texto de face é curto demais.

        Abraços!

        ps.: não revisei o que escrevi, deve tá tudo desconexo e errado aqui.

        ps2.: se na próxima resposta vc não me chamar de irmão, relax, vou entender-heehheeheh

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  5. já que enchi teu saco, gostaria de saber o que tu acha sobre o rock and roll…que muita gente acha branco, mas fats domino, chuck berry, bo dilley, little richard (só pra ficar nos 4 cavaleiros do apocalipse, tá a referência foi “cristã”, mas como o rock veio pra destruir a caretice da racista eua dos anos 50, ficou legal) tão aí pra provar ao contrário…

    o Bo Diddley pra mim foi O CARA, Chuck pode ser até mais acessível no som (gênio tb, vou dar um empate pros dois), mas muita gente roubou o diddley…e ele ainda criou o BO BEAT, uma batida BEM afro no rock, aqui vai uns videos dele:

    se vc reparou bem, vai ver uma certa mocinha tocando com ele…se não foi a 1a guitarrista de rock que se tem notícia…foi a 1a que vi ficar mais em evidência…creio que na verdade acima coloquei uns videos dele, dele com ela e ela solo…acho que seria legal pesquisar um pouco sobre ela e colocar aqui no seu texto, creio que ela tem uma grande importância e pelo menos pra grande maioria passa batida…p´ra tu ver, nem soube que ela tinha morrido, fiquei bem triste por sinal:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Peggy_Jones_(musician)

    aqui tem 40 faixas do Bo, vale MUITO a pena ouvir, se vc gosta de música, vai amar, um som único, o que muita gente colocava em vários acordes, Bo precisava muitas vezes de um só pra mostra o q era preciso:

    quando perguntam qual o maior guita de todos os tempos, falam de jimi hendrix…desculpe jimi…mas antes de vc vem Bo e Chuck…e ele ia concordar comigo…pelo menos na minha humilde preferência…depois fale se gostou ou não…duvido que não goste…é BOM demais.

    o rock pode ter ficado “mais branco” pra grande mídia, mas nunca foi bem assim…o rock baiano underground tá provar ao contrário, pelo menos no que eu cresci nos anos 90 prova o contrário…

    ah! falando em rock, se vc tiver aqui em salvador dia 30, dá um chega no meu show, mais detalhes aqui:

    http://www.fotolog.com/thehonkers/248000000000036367/

    se quiser dar um som no nosso rock loco:

    Abraços concordantes…se vc discordar do som do Bo, eu não vou aceitar-ehhehe
    minha banda até entendo se tu num gostar…mas o Bo, aí vou me retar!!

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    1. Imrão, que delícia seu comentário! rsrsrs..

      Eu sou fraca quando o assunto é música. Entendo muito pouco, mas se tem uma coisa que eu sei com certeza é que o rock é preto.

      Os brancos se apropriam de tudo, atéo samba, rap, tango… mas essa criação é nossa, tradção que vem desde Kemet, nde “música” e “mágica” tinham o mesmo nome. Não criamos só os ritmos, mas a própria música em si, por somos o primeiro povo a surgir na terra, não é verdade?

      No mais, vou curtir os links que você compartilhou. Valeu mesmo. Muita música-mágica pra nós. URUHU!

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      1. que bom que gostou das dicas…o que achou??
        viu a lady bo?
        poderosa!!
        deveria escrever sobre ela!!
        demorastes de responder…achei que tivesse chateada comigo…
        e minha banda?
        curtiu?
        tava viajando…comentei sobre seu blog…sempre é “polêmico” quando falo dele-ehheeheh
        tu tem zap?
        quiser prosear por lá
        71 99912-7929

        tu é daqui e mora em brasília né?
        em abril do ano passado tive aí…gostei MUITO…me surpreendi…quando pintar por essas plagas daqui me avisa…

        que bom que gostou do comentário…preciso conhecer mais sobre os ancestrais…é tanta coisa pra pouca vida. quer dizer, tempo de vida…esse aqui, agora. pelo menos…cansado…mas preciso ter forças pra ir adelante!

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