Ainda sobre mulheres brancas num sistema de supremacia branca

Anin Urasse

Sigo nas minhas leituras tentando compreender melhor o papel das mulheres brancas num sistema de supremacia branca. Depois daquele livro “Meu avô teria me executado” que eu comentei,  tô lendo um chamado “Mulheres no Nazismo” que aborda o mesmo tema, numa perspectiva diferente. Vou chamar atenção para algumas frases. Segurem esse piano:

– Elas ocupavam desde as mais baixas até as mais altas posições na hierarquia nazista: o exército alemão treinou mais de 500 mil mulheres;

– Sobreviventes judeus identificaram mulheres perpetradoras, não só como alegres expectadoras, mas como torturadoras violentas. Mas de modo geral ou os sobreviventes não sabiam o nome dessas mulheres, ou elas se casaram, mudaram de sobrenome depois da guerra e não puderam ser encontradas;

– Na hierarquia do poder nazista, a raça compartilhada por marido e mulher podia suplantar a desigualdade de gênero. As mulheres imitavam os homens no trabalho sujo do regime porque ambos eram racialmente iguais;

– No pós guerra, os promotores estavam mais interessados nos crimes hediodos dos colegas e dos maridos das mulheres do que nos delas. Muitas permaneceram insensíveis e arrogantes ao dar depoimentos sobre o que tinham visto e vivenciado;

Ideias feministas emergentes acentuaram a vitimização das mulheres, não sua atuação criminosa. A população feminina da Alemanha (quase 40 milhões na época) não pode ser considerada um grupo vitimado. 1/3 da população feminina estava engajado ativamente em alguma organização do Partido Nazista.

– A especialidade de Johanna Altvater (…) era matar crianças. Um observador disse que ela costumava atrai-las com doces. Quando a criança se aproximava e abria a boca, ela atirava na boca da criança com a pequena pistola de prata que sempre carregava.

– Johanna Altvater agarrou o menino pelas pernas , de cabeça pra baixo, e bateu a cabeça dele contra o muro, como quem bate um tapete para tirar poeira. Atirou a criança sem vida nos pés do pai.

Nitidamente, ao longo da história, o que se observa é uma solidariedade RACIAL. Quem quiser que acredite que um nazista iria dar a mão a um judeu em nome da “supremacia masculina”. Quem quiser que acredite que uma nazista iria salvar mulheres judias em nome da “sororidade feminina”. Eles têm os problemas entre eles (que definitivamente não me interessam), mas na hora do vamos ver, homens brancos e mulheres brancas dão as mãos e não exitam em sair destruindo, demonizando, saqueando e estuprando povos não-brancos.

Por favor, não me venham dizer que essas mulheres eram vítimas de um sistema patriarcal. Quanto mais eu leio, mais eu só consigo enxergar um grande branquiarcado, isso sim. Dependendo do aspecto que você olhe, essas mulheres tinham muito mais poder, comando e crueldade que os homens. A questão é que o feminismo escolhe determinados aspectos da história da mulher branca e deixa outros propositalmente apagados. Ok, elas eram proibidas de ocupar determinados postos. Em compensação…não responderam pelos seus crimes como os homens tiveram que responder. E aí? Quem saiu na vantagem no final das contas?

nazismo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s